Devocional de Números 13: Existem Gigantes Antes da Terra Prometida

As citações seguem a Almeida Revista e Atualizada (ARA), com as exceções indicadas.

Moisés escolheu doze homens — um líder de cada tribo — e os enviou do deserto de Parã para espiar Canaã. A terra que Deus havia prometido entregar aos israelitas estava ali, ao alcance.

Bastava entrar. Mas entre a promessa e a posse, havia uma decisão que separaria os que criam dos que temiam.

Os Representantes

  • Rubem — Samua, filho de Zacur
  • Simeão — Safate, filho de Hori
  • Judá — Calebe, filho de Jefoné
  • Issacar — Igeal, filho de José
  • Efraim — Oseias, filho de Num
  • Benjamim — Palti, filho de Rafu
  • Zebulom — Gadiel, filho de Sodi
  • Manassés — Gadi, filho de Susi
  • Dã — Amiel, filho de Gemali
  • Aser — Setur, filho de Micael
  • Naftali — Nabi, filho de Vofsi
  • Gade — Geuel, filho de Maqui.

Foi nessa ocasião que Moisés mudou o nome de Oseias, filho de Num, para Josué — “Deus é salvação”.

As Ordens

Moisés não os mandou às cegas. Deu instruções bem específicas: subir pelo Neguebe, alcançar a região montanhosa e observar tudo.

A terra é boa ou ruim? O povo é forte ou fraco, numeroso ou pequeno? As cidades são abertas ou fortificadas? O solo é fértil ou estéril, tem árvores ou não?

Deveriam trazer amostras dos frutos. Era tempo das primeiras uvas. E Moisés ainda pediu algo que parecia simples, mas, na verdade, tratava-se de uma ordem em forma de incentivo: “Sejam corajosos” (Números 13:20, NVI).

Essa coragem ia além da missão de reconhecimento — exigia uma postura de fé diante do desconhecido.

Só quem confiava em Deus de verdade conseguiria mantê-la. Como ficou provado depois, apenas Calebe e Josué tinham essa fé inabalável.

Dentro de Canaã

Os doze percorreram a terra toda, do deserto de Zim até Reobe, perto da entrada de Hamate.

Passaram pelo Neguebe e chegaram a Hebrom, onde viviam Aimã, Sesai e Talmai — descendentes dos anaquins, homens de grande estatura. Hebrom havia sido fundada sete anos antes de Zoã, no Egito.

No vale de Escol — o nome significa “cacho de uvas” — cortaram um ramo com um cacho tão grande que foram precisos dois homens para carregá-lo. Trouxeram romãs e figos também. A missão durou quarenta dias.

O Relatório

Voltaram a Cades, no deserto de Parã. Apresentaram tudo diante de Moisés, Arão e toda a congregação. Mostraram os frutos.

Todos confirmaram que a terra realmente manava leite e mel. A promessa de Deus era verdadeira — a terra era extraordinária. Porém, veio o “mas”.

O povo que habitava lá era poderoso. As cidades, grandes e fortificadas. E viram os descendentes de Anaque — os gigantes.

Os espias mapearam a distribuição dos povos com precisão: os amalequitas no Neguebe; os heteus, jebuseus e amorreus nas montanhas; e os cananeus ao longo da costa e nas margens do Jordão.

A Fé de Calebe

Foi aí que Calebe se levantou. Fez o povo calar e disse com convicção: “Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos” (Números 13:30, ARA).

Calebe não disse “vamos conquistar”. Disse “vamos possuir”. Ele já considerava a terra herança garantida por Deus. A conquista era consequência natural, pois estava ancorada na promessa do Senhor.

Mas os outros dez espias discordaram: “Não podemos subir contra aquele povo, é mais forte do que nós.” Espalharam um relatório de medo e descrença entre os israelitas.

A terra, segundo eles, “consumia seus habitantes”. Todos os homens eram enormes. E eles próprios? Pareciam gafanhotos perto daqueles gigantes — os filhos de Anaque, descendentes dos gigantes.

A Incredulidade

Os israelitas tinham acabado de testemunhar diversos milagres. Viram o Egito sucumbir por causa das 10 pragas.

Caminharam em terra seca, atravessando o Mar Vermelho. Comeram maná que caia do céu todas as manhãs. Tinham a promessa direta de Deus de que aquela terra seria deles.

E mesmo assim, diante do relatório dos espias, entraram em pânico. Confirmaram com os próprios olhos que a terra era tudo o que Deus havia prometido. Os frutos estavam ali como prova.

No entanto, se recusaram a acreditar que Deus era capaz de cumprir o que havia dito. Viram a bondade da promessa, mas duvidaram do poder de quem prometeu.

Como é possível ver a fidelidade de Deus e ainda assim duvidar dele?

Deuteronômio 1:22 registra algo muito importante: a ideia de enviar espias partiu do próprio povo — não de Deus.

Confiaram mais no próprio julgamento do que na palavra divina.

O resultado foi um desastre que condenou uma geração inteira a vagar quarenta anos no deserto, sem jamais pisar na Terra Prometida.

A fé de Calebe e Josué não negava a realidade. Os gigantes existiam. As cidades eram fortificadas. Mas eles olhavam para esses obstáculos à luz da promessa de Deus.

Os outros dez fizeram o oposto: mediram Deus pelo tamanho dos gigantes. Mediram a promessa pelo tamanho do seu próprio medo. As dificuldades no caminho diminuem diante de uma fé viva no poder e na promessa de Deus.

A incredulidade faz o contrário — magnifica cada perigo, enche o coração de desânimo e paralisa os pés que deveriam avançar. Infelizmente, essa é uma armadilha na qual ainda caímos hoje.

Os gigantes da nossa vida não mudaram de tamanho. Mas Deus também não mudou. A promessa dele não falhou. Não falha. E não falhará.

E você?

Quais são os gigantes que têm impedido você de entrar na Terra Prometida?

Fique na Paz!

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