Moisés escolheu doze homens — um líder de cada tribo — e os enviou do deserto de Parã para espiar Canaã. A terra que Deus havia prometido entregar aos israelitas estava ali, ao alcance.
Bastava entrar. Mas entre a promessa e a posse, havia uma decisão que separaria os que criam dos que temiam.
Os Representantes
- Rubem — Samua, filho de Zacur;
- Simeão — Safate, filho de Hori;
- Judá — Calebe, filho de Jefoné;
- Issacar — Igeal, filho de José;
- Efraim — Oseias, filho de Num;
- Benjamim — Palti, filho de Rafu;
- Zebulom — Gadiel, filho de Sodi;
- Manassés — Gadi, filho de Susi;
- Dã — Amiel, filho de Gemali;
- Aser — Setur, filho de Micael;
- Naftali — Nabi, filho de Vofsi;
- Gade — Geuel, filho de Maqui.
Foi nessa ocasião que Moisés mudou o nome de Oseias, filho de Num, para Josué — “Deus é salvação”.
As Ordens
Moisés não os mandou às cegas. Deu instruções bem específicas: subir pelo Neguebe, alcançar a região montanhosa e observar tudo.
A terra é boa ou ruim?
O povo é forte ou fraco, numeroso ou pequeno?
As cidades são abertas ou fortificadas?
O solo é fértil ou estéril, tem árvores ou não?
Deveriam trazer amostras dos frutos. Era tempo das primeiras uvas. E Moisés ainda pediu algo que parecia simples, mas, na verdade, tratava-se de uma ordem em forma de incentivo: “Sede corajosos.”
Essa coragem ia além da missão de reconhecimento — exigia uma postura de fé diante do desconhecido.
Só quem confiava em Deus de verdade conseguiria mantê-la. Como ficou provado depois, apenas Calebe e Josué tinham essa fé inabalável.
Dentro de Canaã
Os doze percorreram a terra toda, do deserto de Zim até Reobe, perto da entrada de Hamate.
Passaram pelo Neguebe e chegaram a Hebrom, onde viviam Aimã, Sesai e Talmai — descendentes dos anaquins, homens de grande estatura. Hebrom havia sido fundada sete anos antes de Zoã, no Egito.
No vale de Escol — o nome significa “cacho de uvas” — cortaram um ramo com um cacho tão grande que era preciso dois homens precisaram carregá-lo. Trouxeram romãs e figos também. A missão durou quarenta dias.
O Relatório
Voltaram a Cades, no deserto de Parã. Apresentaram tudo diante de Moisés, Arão e toda a congregação. Mostraram os frutos.
Todos confirmaram que a terra realmente manava leite e mel. A promessa de Deus era verdadeira — a terra era extraordinária. Porém, veio o “mas”.
O povo que habitava lá era poderoso. As cidades, grandes e fortificadas. E viram os descendentes de Anaque — os gigantes.
Os espias mapearam a distribuição dos povos com precisão: os amalequitas no Neguebe; os heteus, jebuseus e amorreus nas montanhas; e os cananeus ao longo da costa e nas margens do Jordão.
A Fé de Calebe
Foi aí que Calebe se levantou. Fez o povo calar e disse com convicção: “Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos.”
Calebe não disse “vamos conquistar”. Disse “vamos possuir”. Ele já considerava a terra herança garantida por Deus. A conquista era consequência natural, pois estava ancorada na promessa do Senhor.
Mas os outros dez espias discordaram: “Não podemos subir contra aquele povo, é mais forte do que nós.” Espalharam um relatório de medo e descrença entre os israelitas.
A terra, segundo eles, “consumia seus habitantes”. Todos os homens eram enormes. E eles próprios? Pareciam gafanhotos perto daqueles gigantes — os nefilins, descendentes de Anaque.
A Incredulidade
Os israelitas tinham acabado de testemunhar diversos milagres. Viram o Egito sucumbir por causa das 10 pragas.
Caminharam em terra seca, atravessando o Mar Vermelho. Comeram maná que caia do céu todas as manhãs. Tinham a promessa direta de Deus de que aquela terra seria deles.
E mesmo assim, diante do relatório dos espias, entraram em pânico. Confirmaram com os próprios olhos que a terra era tudo o que Deus havia prometido. Os frutos estavam ali como prova.
No entanto, se recusaram a acreditar que Deus era capaz de cumprir o que havia dito. Viram a bondade da promessa, mas duvidaram do poder de quem prometeu.
Como é possível ver a fidelidade de Deus e ainda assim duvidar dele?
Viram a bondade da promessa, mas duvidaram do poder de quem prometeu. Deuteronômio 1:22 nos algo muito importante: a ideia de enviar espias partiu do próprio povo — não de Deus.
Confiaram mais no próprio julgamento do que na palavra divina. Confiaram mais no próprio julgamento do que na sabedoria divina. Infelizmente, essa é uma armadilha na qual ainda caímos hoje.
O resultado foi um desastre que condenou uma geração inteira a vagar quarenta anos no deserto, sem jamais pisar na Terra Prometida.
A fé de Calebe e Josué não negava a realidade. Os gigantes existiam. As cidades eram fortificadas. Mas eles olhavam para esses obstáculos à luz da promessa de Deus.
Os outros dez fizeram o oposto: mediram Deus pelo tamanho dos gigantes. Mediram a promessa pelo tamanho do seu próprio medo. As dificuldades no caminho diminuem diante de uma fé viva no poder e na promessa de Deus.
A incredulidade faz o contrário — magnifica cada perigo, enche o coração de desânimo e paralisa os pés que deveriam avançar. Infelizmente, essa é uma armadilha na qual ainda caímos hoje.
Os gigantes da nossa vida não mudaram de tamanho. Mas Deus também não mudou. A promessa dele não falhou. Não falha. E não falhará.
E você?
Quais são os gigantes quem te impedido de entrar na Terra Prometida?
Fique na Paz!